Verbos

Verbos

 

Conceito

 

Os verbos são as palavras que designam ações, movimentos, estados e fenômenos. E situam essas ações no tempo.

A estrutura dos verbos é composta de:

Radical ou raiz – a parte invariável que se mantém em todas as formas,

Terminação – a parte que vai ser flexionada,

Vogal temática – a que caracteriza a conjugação (a, e ou i).

 

Morfologia dos verbos

 

Os verbos podem ser:

Regulares – Quando são conjugados segundo o modelo da conjugação.

Exemplo: Andar – Eu ando, tu andas, ele anda, nós andamos, etc.

Irregulares – Quando não seguem o paradigma da conjugação.

Exemplo: Pedir – Eu peço… Fazer – Eu faço…

Anômalos – Quando até o radical se modifica.

Exemplo: Ser – Eu sou, ela é, eu fui, ele era, eu serei.

Defectivos – Quando não são conjugados em todas as formas.

Exemplo – Reaver não possui a 1ª, a 2ª e a 3ª pessoa do presente do Indicativo e também não faz o presente do Subjuntivo (nenhuma pessoa). O verbo falir e precaver, entre outros, também são defectivos.

Abundantes – Quando apresentam duas formas de particípio.

Exemplos – expulsar – expulsado e expulso; entregar – entregado e entregue; acender – acendido e aceso, etc.

Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pôr, ver e vir possuem apenas o particípio irregular: aberto, coberto, dito, escrito, feito, posto, visto e vindo.

Flexão dos verbos

 

Os verbos flexionam-se em número para concordar com o sujeito/substantivo a que se referem quanto a:

1 – Pessoa – estarão na 1ª pessoa quando acompanham a pessoa que fala; estarão na 2ª pessoa (ou 3ª) para indicar com quem se fala e na 3ª pessoa quando se referir à pessoa de quem se fala.

2 – Tempo – eles flexionam-se no tempo para indicar o momento em que ocorrem as ações.

O Presente é usado para relatar os fatos que ocorrem no momento em que se fala, para expressar ações que se repetem no dia a dia e para fatos que são frequentes. Também para indicar um futuro genérico.

O Pretérito Perfeito é usado para relatar fatos ocorridos no passado, concluídos antes da fala.

Usa-se o Pretérito Imperfeito para indicar fatos não concluídos no momento em que se fala como também para falar de fatos que ocorriam com frequência no passado.

Usa-se o Pretérito Mais-que-Perfeito para indicar fatos passados ocorridos anteriormente a outros fatos passados.

Usa-se o Futuro do Presente para falar de fatos ainda não ocorridos, mas que ocorrerão depois da fala.

Usa-se o Futuro do Pretérito para indicar fatos futuros que dependem de outros fatos.

 

O modo verbal indica de que forma o fato pode se realizar:

Modo Indicativo para fato certo: Eu estudo, Nós escreveremos.

Modo Subjuntivo para fato hipotético, desejo, dúvida: Se eles trabalhassem…

Modo Imperativo para ordem ou pedido: Trabalhem com afinco. Sejam estudiosos.

Há ainda três formas nominais: infinitivo, gerúndio e particípio.

As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação.


Voz ativa, quando o sujeito pratica a ação: O professor elogiou o aluno.


Voz passiva, quando o sujeito recebe a ação: O aluno foi elogiado pelo professor.


Voz reflexiva, quando o sujeito pratica e recebe a ação: Dedicou-se aos estudos.

 

 

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