Preferir do que ou preferir a; namorar com ou namorar; éramos em seis ou éramos seis

Preferir ‘do que’ ou preferir ‘a’.

 

É muito comum falar e escrever: Eu prefiro viajar para a praia do que viajar para o campo. Mas esse é um grave erro.

O uso do verbo preferir indica alternativa, então se prefere uma coisa em relação à outra. Assim ‘do que’ não está correto, e sim preferir ‘a’.

Vamos ver alguns exemplos:

Ela prefere fazer compras a ficar em casa estudando.

Eu prefiro caminhar a correr.

Nós preferimos falar a escrever.

E, por favor, nunca fale ‘prefiro muito mais’! Preferir já indica comparação e tem o sentido de gostar, escolher.

Numa entrevista de emprego ou num exame escrito (como Enem ou vestibular), um erro desses pode custar muito.

 

Namorar ‘com’ ou namorar alguém.

 

Na fase de ficar falamos que Mary está ficando com Artur.

Mas quando há namoro, uma pessoa namora a outra.

Ela namora aquele rapaz que trabalha à noite.

Quando alguém quer namorar alguém, ele vai pedir em namoro.

Juvenal pediu Alice em namoro na balada do sábado.

Para a linguagem informal também pode ser usada a expressão: Veio pedir para me namorar.

Para escrever prefira a forma pedir em namoro.

 

Éramos ‘em’ seis irmãos ou éramos seis irmãos.

 

O ‘em’ não existe.

Somos cinco clientes no restaurante.

Ficaram dois à mesa.

Eram três na delegacia.

Quantos vocês são?

 

Está – há ; estava – havia.

 

O jogador está sem jogar há um tempão.

Ele saiu hoje do hospital. Ele estava internado havia uma semana.

Ela tinha viajado para o interior havia pouco tempo.

Eles estavam trabalhando muito e havia um bom tempo que não dormiam direito.

Nesses casos o estar e o haver devem respeitar a concordância do tempo verbal.

 

Favorecer ‘a’ ou favorecer.

 

Não se usa preposição com favorecer.

O juiz favoreceu o time da casa no jogo de domingo.

O pai favoreceu o filho mais velho.

O chefe, às vezes, favorece o funcionário mais bajulador.

Vamos ficando por aqui. Se tiverem alguma pergunta, estamos à disposição.

Olhando os casos citados, eles parecem detalhes, mas não são. Somando um errinho aqui e outro lá, no final fica muito comprometida a escrita e a linguagem falada também.

Não adianta estar bem vestido (a), um belo corte de cabelo, sapato da moda, perfume e, de repente, ao falar a pessoa compromete tudo.

Cuidar da aparência é muito bom, falar corretamente também é um cartão de visitas importante. Quando você se apresenta, faz networking, todos reparam na forma como usa as palavras, se sabe expressar-se com clareza e objetividade, ou se abusa de gírias ou palavrões.  Não precisa aparentar arrogância nem sofisticação artificial, seja você mesmo, mas sempre se aprimore.

 

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