Compreensão e interpretação de texto – 3

Compreensão e interpretação de texto – 3

Olá, pessoal, vamos dar continuidade aos nossos exercícios de compreensão e interpretação de texto. Nunca é demais relembrar que quando é pedida a compreensão devemos considerar o que está efetivamente descrito no texto. A interpretação supõe um desdobramento, uma dedução a partir do texto. Você há de concordar que há uma diferença substancial entre as duas perspectivas. É por isso que, às vezes, temos dúvidas entre duas opções que nos parecem igualmente corretas. Nessa hora redobramos a nossa atenção a fim de verificar o que está sendo pedido, a dúvida será resolvida quando nos perguntamos: está no texto ou infere-se a partir dele?

Vamos postar aqui o texto original e as questões. Quem quiser o gabarito, por favor deixe nos comentários e será enviado por e-mail o mais rápido possível.

Desejo bons estudos e sucesso para alcançar os seus objetivos.

Texto

A Biônica, ciência pouco conhecida, pesquisa as características dos organismos vivos para reproduzi-las nas formas e mecanismos de novos produtos. Os exemplos de sua aplicação estão por toda parte: da engenharia à medicina, passando pela área militar, de tecnologia e de materiais. É só reparar bem para identificá-los.

Foi no campo militar, na década de 1960, que a biônica nasceu oficialmente, com o termo criado pelo major norte-americano J. E. Steele. Uma das aplicações mais conhecidas da biônica na área militar é a camuflagem. A inspiração veio da capacidade que alguns animais têm de se misturar à natureza, como o camaleão. A técnica foi usada pela primeira vez na Primeira Guerra Mundial, quando navios norte-americanos e britânicos foram pintados com listras semelhantes às das zebras, o que dificultava sua visualização pelo inimigo.

A arquitetura e o design estão entre os principais campos de aplicação da biônica. Um dos exemplos mais conhecidos são as nadadeiras modernas – aquelas que possuem uma abertura no meio. O formato do rabo das baleias inspirou o projeto, o que facilita a passagem da água, reduzindo o esforço do mergulhador.

Qual a ligação entre a vitória-régia e a arquitetura? A resposta é uma obra revolucionária, o Palácio de Cristal, construído na Inglaterra, em 1851, para hospedar a Primeira Exposição Universal de Londres – na qual mais de 30 países reuniram representantes de suas indústrias para apresentar as últimas inovações tecnológicas. O prédio, construído em ferro e vidro, foi idealizado pelo arquiteto e jardineiro inglês Joseph Paxton. Ele descobriu que a força da vitória-régia, que suporta o peso de uma criança, estava nas nervuras centrais de suas folhas, interligadas em forma de cruz, e usou o mesmo princípio para construir o Palácio de Cristal.

O projeto causou polêmica entre os engenheiros da época, que não acreditavam que o edifício fosse suportar o peso de milhares de pessoas. Prova de que estavam errados é que o prédio não só sobreviveu aos 6 milhões de visitantes que participaram da exposição, como permaneceu intacto por mais de 80 anos. No final de 1936, foi destruído por um incêndio.

 

 

1. A informação que encerra o texto:

 

a) Contraria o que havia sido afirmado, dando razão aos que criticaram a segurança da obra.

b) Confirma as informações a respeito do projeto do palácio, destruído por um fator inesperado.

c) Comprova o fato de que projetos de engenharia só devem basear-se em estruturas sólidas e confiáveis.

d) Dá razão aos engenheiros da época, porque o prédio era inadequado ao grande número de visitantes.

e) Responde à questão colocada no início do parágrafo, de que não é possível unir planta e arquitetura.

 

2. A Primeira Guerra Mundial é citada, no texto.

 

a) Como exemplo de desrespeito e maus tratos a animais em situação de conflito armado.

b) Para indicar o mau uso que pode ser feito de uma proposta científica, que busca o progresso e a paz.

c) Para registrar a necessidade de um controle das atividades científicas que envolvem animais e seus hábitos.

d) Para situar o uso de uma característica animal como elemento auxiliar de segurança nas ações militares.

e) Como uma crítica à inovação tática do disfarce, não apenas de soldados, mas também de equipamentos.

 

3. – aquelas que possuem uma abertura no meio. (3ª linha do 3º parágrafo). A frase colocada após o travessão acrescenta ao contexto a noção de:

 

a) Proporcionalidade.

b) Finalidade.

c) Explicação.

d) Condição.

e) Conclusão.

 

4. … para reproduzi-las nas formas e mecanismo de novos produtos. (1º parágrafo). A forma de pronome grifada na frase acima substitui, no texto:

 

a) As características dos organismos vivos.

b) As ciências pouco conhecidas.

c) As formas e mecanismos de novos produtos.

d) Novas vidas em inúmeras áreas.

e) Novas tecnologias e novos produtos.

 

5. O prédio não só sobreviveu aos 6 milhões de visitantes que participaram da exposição, como permaneceu intacto por mais de 80 anos. (final do texto). O trecho acima está reescrito de outra maneira, mas conservando o sentido original do texto, em:

 

a) O prédio não sobreviveu à exposição, e continuou fechado por mais 80 anos.

b) O prédio permaneceu aberto para os visitantes da exposição, ainda durante mais 80 anos.

c) As condições do prédio previam somente os visitantes da exposição, mas ficou aberto por mais de 80 anos.

d) Os visitantes que participaram da exposição mantiveram o prédio intacto por 80 anos.

e) O prédio suportou o peso dos milhões de visitantes e continuou em perfeitas condições por mais de 80 anos.

 

Por hoje é isso. Obrigada e até a próxima!

 

 

 

 

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